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Conto de terror - Gabriel Arcanjo dos Santos, 7º ano B

  Acampamento Amaldiçoado

Gabriel Arcanjo dos Santos, 7° ano B



 Nos anos entre 2010 até hoje, é escutado muitos rumores de uma certa lenda do folclore indígena de uma criatura apelidada de “Skin-Walker”, ou também “troca-peles”, dizia a lenda que esses seres são resultados da obra de bruxos, onde espíritos malignos que só vinham para causar o terror e o caos.


 Essas criaturas poderiam tomar a forma de um animal ou pessoa, porém é possível identificala, pois não conseguem imitar perfeitamente o comportamento do animal ou ser humano, ela poderia ter comportamentos humanos estando no corpo de um animal e vice-versa, para conseguirem imitar outro ser vivo, ela tinha que ter uma amostra dele, como sangue, pele, pelos, entre outras partes, a lenda também dizia que essa criatura era atraída só de pronunciarem o seu nome.


 Em 2012, um grupo de adolecentes onde seus nomes eram Guga, Eduardo, Carlos e Dudu foram fazer uma excursão para os Estados Unidos, com o objetivo de colocar seu inglês em prática e também conhecer sobre a cultura, lugares novos e fazer novas amizades.


 Assim, no dia dois de maio daquele ano, eles foram para os Estados Unidos, chegando lá, eles foram em uma casa próxima a uma zona florestal, eles conhecem outros adolescentes que também foram para os Estados Unidos com o mesmo objetivo, seus nomes eram Augusto, David, Cláudio e Tomás.


Quando os oitos adolescentes estavam reunidos em uma das casas, Guga pergunta se eles não poderiam acampar naquela floresta no final de semana, Augusto e Cláudio falam que sim, os outros ainda estavam pensando, porém, Dudu diz :


- Vocês tem certeza que querem fazer isso? Os rumores daquelas criaturas “pessoas animais” estão no seu auge justamente na nossa região, querem realmente arriscar fazerem esse acampamento?


Todos ficam em silêncio, apenas se encarando, após alguns segundos Augusto diz : 


- É sério que vocês estão com medinho dessa parada de Skin-Walker? A fala sério pessoal, é só mais uma das milhares lendas que existem, não vai falar que também estão com medo daquele Slenderman? Daquela Momo? Se um bicho desses aparece a gente desce a porrada nele, estamos em oito pessoas, não em uma, ou duas.


 Dudu responde com um tom de raiva : 


- A diferença é que essa lenda em específico tem infinitamente mais relatos do que essas outras, além de ser de um povo indígena que pode ser real seu animal, e também não fica falando esse nome toda hora se não vou descer a porrada em você seu desgraçado.


 Após uma discussão, eles marcam de irem na floresta ir fazer um acampamento no Sábado de noite, um dia antes, de noite, enquanto conversavam na varanda da casa Augusto diz : 


- E aí Dudu, preparado para amanhã ou ainda está com medinho do Skin-Walker?


 Dudu responde : 


  • Não tô com medo, apenas não quero colocar minha vida em risco por conta da idiotice de vocês

  Após isso eles foram dormir, no outro dia, às nove horas da noite, eles colocam suas coisas no carro e vão para a floresta, Augusto contínua provocando Dudu falando : 


- E agora Dudu? Perdeu o medo ou vai me descer o soco?


 Dudu fala : 


- Você não para quieto, né Augusto? Se acontecer algo, saiba que a culpa vai ser toda sua.


 Tomás e Gugu tentando acalmar a situação falam : 


- Calma aí pessoal, o que vai acontecer de ruim vai ser um machucando o outro do jeito que tá, calmo um pouco aí que vocês não estão em uma luta não


 Dudu apenas começa a ignorar Augusto, eles chegam no lugar as dez e meia da noite, então eles começam a pegar lenha para fazerem uma fogueira, pegam alguns dos alimentos que tinham, esquentam na fogueira e ficam conversando por algumas horas, porém, Dudu ainda fica em alerta, a lenha da fogueira começa a acabar, Cláudio, Eduardo e Carlos vão pegar um pouco de lenha na mata, Guga e Tomás vão pegar algumas frutas nas árvores que estavam próximas e Dudu e Augusto ficam observando o acampamento, Augusto com mais uma brincadeira fala a Cláudio : 


- Aí Cláudio, toma cuidado com o tal Skinwalker do Dudu pra ele não pegar você em!


  Carlos e Eduardo dão risada, Cláudio não esboça reação e Dudu fala sério com Augusto : 


- Você realmente quer chamar uma daquelas coisas não é Augusto?

Augusto responde : 


- Hmmmm, com medo é? Então tá, Skinwalker! Skinwalker! Skinwalker! Skinwalkeeeeeeeeeer!!!!!


 Quando Dudu ia dar um soco em Augusto, dos amigos dando risada, o ambiente fica completamente silencioso, com uma energia negativa e pesada, do vento suave e agradável que estava se transforma em uma sensação de frio, porém sem nenhum vento, a chama da fogueira começa a ficar mais fraca, Dudu e Augusto resolvem que deixaram o fogo da fogueira o mais fraco possível e falam para todos ficarem no completamente em silêncio e imóveis, quando estavam se afastando da fogueira, Dudu sussurra para Augusto : 


- Eu te avisei que isso ia dar ruim Augusto, mas não, você quis continuar sendo um idiota não é? Porque você tá com medo agora em?


- Augusto fala : 


- Tá bom cara! Já entendi que eu fiz a porcaria! Agora por favor, cala a boca!


Enquanto eles tentavam sair daquele lugar, eles começaram a ouvir barulhos semelhantes a estalos de madeira, ossos e grunhidos vindo na direção deles, eles ficam desesperados porém mantém o silêncio, eles estavam conseguindo se afastar do lugar porém, Cláudio sem querer pisa em um galho e acaba deixando os galhos que estavam em sua mão por conta do susto, fazendo um barulho relativamente alto, os barulhos de estalos, ossos e grunhidos param, todos ficam imóveis olhando para a escuridão, até que conseguem ver dois pontos brancos na escuridão, ele começa a ir na direção do grupo de adolescentes, então eles começam a andar lentamente para trás, porém, os dois pontos brancos começa a andar mais rápido, até que os adolescentes começam a correr na direção oposta e barulhos de gritos distorcidos e os estalos começa a ir atrás dele, quando olham para trás, era a tal da criatura, que tinha a aparência de um corpo humano, porém acinzentado, olhos sem vida e com os ossos aparecendo na pele, sendo visível observar seu estômago, que tinha algo se mexendo dentro, eles olhando isso começam a correr o mais rápido possível, porém, Cláudio é pego pela aquela criatura, a última coisa que ouviram Cláudio falando foi : 


- Por favor, me ajudem! Não me deixem para trás por favor! Por favor!


 Cláudio tenta lutar contra aquela coisa, porém a criatura quebra o pescoço dele, os sete adolescentes continuam correndo o mais rápido possível em direção ao carro, a única coisa que conseguiram ouvir foi os gritos de dor de Cláudio e grunhidos da criatura, eles estavam conseguindo chegar no carro, até que começam a ouvir uma voz semelhante a de Cláudio, e quando olham para trás, estava o corpo de Cláudio completamente ferido, com olhos sem vida e andando como um animal, eles vêem isso, porém não são enganados e começam a correr, e aquilo que se assemelhava a Cláudio junto com aquela primeira criatura começa a correr atrás deles, enquanto corriam, Eduardo acaba tropeçando em uma pedra e caindo no chão, aquelas criaturas arrancam o braço de Eduardo, porém, Eduardo ainda consegue se levantar e continuar correndo com seu grupo, quando chegam ao carro, Dudu abre as portas do carro e os sete adolescentes entram, eles aceleram o carro, porém, aquelas criaturas conseguem alcançar o carro, furando dois dos pneus do carro, deixando o carro desgovernado e fazendo-o bater em um amontoado de pedras, que furam a parte traseira do carro e deixando o motor e o tanque de gasolina expostos, eles saem do carro e continuam correndo, Augusto pega uma pedra que estava no chão e acerta o rosto de uma das criaturas, deixando ela atordoada, a que estava atrás dela acaba empurrando ela mesma e a outra criatura e elas batem no motor, onde libera algumas faíscas que caem no tanque de gasolina, causando uma grande explosão e um incêndio começa na região que a explosão atingiu, elas ficam nas chamas e não conseguem continuar correndo atrás dos adolescentes, alguns destroços atingem os adolescentes, mas conseguem correr e voltar para casa, eles acabam se recuperando, mas no dia seguinte, quando estavam indo embora dos Estados Unidos, eles vêem no jornal que os relatos das “criaturas” triplicam na região…


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