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Conto de Terror: Eloisa Dantas Ferreira

MAIS QUE UMA PRAGA

                    Em uma madrugada fria e escura, eu estava andando pelas ruas de Amityville, nos Estados Unidos. Me chamo Blair Miller, estava tentando esfriar a cabeça depois de um dia cansativo no trabalho. Estão dizendo que um novo vírus foi encontrado. Uma espécie de larva e pelo que dizem é extremamente contagiosa. Ainda não consigo acreditar. 

                    Fiquei caminhando por mais um tempo, quando de repente um estrondo veio de um beco. Fiquei curiosa, pois pensava que era um animalzinho machucado. Então fui ver o que era. Andei vagarosamente para não assustá-lo, porém eu que me aterrorizei. Uma criatura enorme apareceu, tinha estrutura humana, mas seu pescoço era largo, seus olhos pareciam soltos, seus nervos e ossos estavam à mostra, seu rosto desfigurado, braços e pernas finos como um galho de uma árvore, sangue estava presente em quase todo o corpo. A besta parecia comer um ser humano.

                    Meus olhos se arregalaram, pensava em como sairia viva. Corri o mais rápido que pude, até que encontrei um lugar escondido. Para minha sorte, a criatura que estava me perseguindo, seguiu em outra direção. Lembrei que perto dali havia uma delegacia, então fui até lá com muito cuidado.

                    Ao chegar, expliquei tudo ao policial, porém ele riu da minha cara dizendo que estava mentindo. Fiquei furiosa com isso, então voltei para casa. Eu tentava dormir, mas  não conseguia, sentia que alguém estava a me observar... Era mais do que uma sensação. Depois de muito tempo, consegui pegar no sono.

                    Quando acordei pensei que tudo o que havia ocorrido fosse um pesadelo, então fui para o trabalho.

                    Ao chegar, percebi que os funcionários pareciam temerosos e aflitos, portanto perguntei o que acontecera. Me falaram sobre o vírus que estava infectando muitas pessoas e que os efeitos eram irreversíveis, além de uma silhueta de uma criatura misteriosa vista por uma câmera. Ao ouvir, passava em minha mente o ser que acreditava que tinha sonhado. Porém, para minha infelicidade, a silhueta era extremamente semelhante à criatura vista na madrugada.

                    O expediente já acabara, então fui para casa. Ao chegar, liguei a televisão para me distrair do dia tenso e a primeira informação foi sobre a criatura. Estava interessada sobre, porém não teria coragem para estar diante dela novamente. Quando percebi a televisão começou a travar e notei que ela repetia algumas palavras:"Olá, tem alguém em casa?". O silêncio se fez presente, até que ouvi: " Bem, você não me conhece, mas eu conheço você! E eu tenho uma coisa para te mostrar..."

                    Ao ouvir, fiquei paralisada, comecei a sentir uma presença tenebrosa! Não sabia o que fazer! Então saí de casa o mais rápido possível e enquanto corria, ligava para a polícia. Ninguém atendia, então fui para a delegacia. 

                    Quando cheguei, notei que não havia realmente ninguém lá. Até que encontrei um porão escondido dentro de uma sala. Acredito que tinha apenas duas decisões. Ou eu voltava para casa e teria a chance de ser morta pela besta, ou, eu simplesmente entrava no porão da delegacia.

                    Entrando, senti que havia feito uma escolha ruim. Quanto mais eu entrava, mais escuro ficava, não tinha nenhuma luz, além da do celular. 

                    Finalmente havia chegado até o final. Estava extremamente escuro, nem a própria luz do celular era capaz de iluminar. De repente escutei novamente as palavras saídas da televisão, uma luz foi acesa... A criatura estava debaixo da lâmpada, ela segurava com os dentes tortos e afiados a cabeça do mesmo policial que dissera que eu estava mentindo. Isso era o que ouvira antes da televisão.

                   Já sabia que não sairia viva, pensava que me matariam... Antes mesmo de dizer algo, fui contaminada pelo vírus. Eu me tornei um deles, e agora não sou a mesma.

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